Palestina

Era um sonho de adolescente. Sentir a Palestina, compreender algo mais e de preferência ver algum caminho para a resolução do sofrimento de tantas pessoas. É impressionante entrar em Gaza, é literalmente uma prisão. Ninguém pode ficar indiferente a este facto. Mas para mim foi também a missão em que eu encontrei o meu limite e desisti. Curiosamente, não foram as saudades, nem os medos, nem as bombas que me fizeram quebrar. Foi duríssima esta desistência, mas mais do que nunca fez-me rever e fortalecer os meus princípios, os meus códigos de conduta e as minhas paixões humanitárias. Posso estar errado, mas senti e sinto que fiz a coisa certa. Qualquer dia, vou escrever tudo sobre Gaza e o que vi da Cisjordânia e as razões que me rebentaram as emoções.