O Sonho Escrito

O Mundo Precisa de Saber

Sinopse

Gustavo Carona tem posto os seus saberes ao serviço de um mundo melhor. Como médico, trabalhou em muitos dos locais mais perigosos e esquecidos dos nossos dias, e neste livro conta as suas missões no Congo, Paquistão, Afeganistão e Síria.

Sempre em cenário de guerra, relata na primeira pessoa a história contemporânea contando histórias de vida e de morte que nos deixam, enquanto portugueses, orgulhosos por nos representar. Obriga-nos a ver que por detrás dos números existem pessoas e que todos temos que lutar contra os preconceitos, mesmo aqueles que achamos não ter.

Uma escrita emotiva que nos belisca a consciência e nos faz acreditar que todos temos um papel na felicidade global.

Reflexões humanitárias escritas com sangue, suor e lágrimas que nos levam a ver com clareza a dura realidade das maiores catástrofes, mas também a esperança que reside em cada um de nós.

O Mundo Precisa de Saber

Sinopse

Gustavo Carona tem posto os seus saberes ao serviço de um mundo melhor. Como médico, trabalhou em muitos dos locais mais perigosos e esquecidos dos nossos dias, e neste livro conta as suas missões no Congo, Paquistão, Afeganistão e Síria.

Sempre em cenário de guerra, relata na primeira pessoa a história contemporânea contando histórias de vida e de morte que nos deixam, enquanto portugueses, orgulhosos por nos representar. Obriga-nos a ver que por detrás dos números existem pessoas e que todos temos que lutar contra os preconceitos, mesmo aqueles que achamos não ter.

Uma escrita emotiva que nos belisca a consciência e nos faz acreditar que todos temos um papel na felicidade global.

Reflexões humanitárias escritas com sangue, suor e lágrimas que nos levam a ver com clareza a dura realidade das maiores catástrofes, mas também a esperança que reside em cada um de nós.

Foram 9 anos a escrever as emoções e as reflexões mais fortes, sobre as minhas missões humanitárias de um mundo que é o nosso.

Testemunhos

  • …há também um outro lado, o da esperança, fruto da acção solidária, da capacidade de empatia e da resiliência a toda a prova, aqui claramente ilustradas no contexto do desempenho das missões de medicina humanitária…

    Dr. Jorge Sampaio
    Ex. Presidente da República Portuguesa
  • Fiquei super impactada. Houve momentos em que estava com dificuldade em prosseguir porque é muito dura a realidade que descreve e fá-lo de forma muito crua, o que é espetacular porque te transporta ainda mais para o local… É tremendo o que o Gustavo tem feito…

    Mariana Monteiro
    Atriz e Modelo Portuguesa

O Mundo Precisa de Saber | por Gustavo Carona

as missões de medicina humanitária de quem não conseguiu ignorar o apelo dos que mais sofrem em cenários de guerra

1001 cartas mosul

Sinopse

As 6 missões prévias de Gustavo Carona, levam-no a reflexões constantes sobre o que fazer para aproximar os mundos. Dedicado à Medicina Humanitária em alguns dos cenários mais complexos da actualidade, o aproximar da sua 7a missão pelos Médicos Sem Fronteiras, em Mosul-Iraque, levou-o a materializar a crença de que em cada missão leva consigo todos os que acreditam que vale a pena lutar por um mundo melhor. Apenas um mês antes de embarcar para mais um cenário de Guerra e catástrofe humanitária, interpelou, através das redes sociais, todos os que não ficaram indiferentes a enviar uma mensagem para o Norte do Iraque. Com uma breve descrição do triste passado e presente deste povo, pediu a quem o lia: “Escrevam o que vos vai na alma!”, prometendo que entregaria estas cartas a quem está sôfrego de ânimo.

E, assim, se compilou este livro, com cerca de 250 cartas que pretendem dar voz a quem quer dar esperança. São mensagens de uma grande profundidade emotiva que agitaram, provocaram e inquietaram quem as escreveu. Fala-se de sonhos, de perdão, de esperança de impotência, de gratidão, de distância e aproximação, e, acima de tudo, de humanidade e amor.

 

Sem prometer, disse que nos traria respostas….

“Por todos que escreveram, e por todos que irão ler!”

– Gustavo Carona

1001 cartas mosul

Sinopse

As 6 missões prévias de Gustavo Carona, levam-no a reflexões constantes sobre o que fazer para aproximar os mundos. Dedicado à Medicina Humanitária em alguns dos cenários mais complexos da actualidade, o aproximar da sua 7a missão pelos Médicos Sem Fronteiras, em Mosul-Iraque, levou-o a materializar a crença de que em cada missão leva consigo todos os que acreditam que vale a pena lutar por um mundo melhor. Apenas um mês antes de embarcar para mais um cenário de Guerra e catástrofe humanitária, interpelou, através das redes sociais, todos os que não ficaram indiferentes a enviar uma mensagem para o Norte do Iraque. Com uma breve descrição do triste passado e presente deste povo, pediu a quem o lia: “Escrevam o que vos vai na alma!”, prometendo que entregaria estas cartas a quem está sôfrego de ânimo.

E, assim, se compilou este livro, com cerca de 250 cartas que pretendem dar voz a quem quer dar esperança. São mensagens de uma grande profundidade emotiva que agitaram, provocaram e inquietaram quem as escreveu. Fala-se de sonhos, de perdão, de esperança de impotência, de gratidão, de distância e aproximação, e, acima de tudo, de humanidade e amor.

 

Sem prometer, disse que nos traria respostas….

“Por todos que escreveram, e por todos que irão ler!”

– Gustavo Carona

Em Junho de 2014 aconteceu o que ninguém imaginaria ser possível, o Estado Islâmico (ISIS ou Daesh) invadiu e tomou posse da segunda maior cidade do Iraque, Mosul. Pela primeira vez um grupo alimentado pelo terror controlou uma cidade tão importante, com 2 milhões de pessoas que sofreram o inimaginável pela repressão, castração e total ausência de liberdades físicas e intelectuais. “Pior que a morte” muitos diziam.

(…)

Sendo eu ateu ou agnóstico (como preferirem), mas com uma educação católica, o respeito e a tolerância por todas as diferentes formas de estar na vida, têm sido em mim uma busca constante. O rótulo que cada um leva pela religião que professa diz-me pouco. A única coisa que verdadeiramente valorizo são as qualidades humanas. Sempre me questionei quem seria eu se tivesse nascido do “outro lado” do mundo? Quem seria se tivesse nascido na China? Ou na Somália? Ou na Rússia? Ou no Afeganistão? Ou na Índia? Ou na Coreia do Norte? Quem seria eu se tivesse passado fome? Ou se tivesse perdido a minha mãe no parto do meu irmão, por falta de cuidados médicos?

(…)

Mesmo antes de partir em missão, o livro foi apresentado ao mundo. Foram centenas de pessoas que fizeram este livro acontecer, entre os que escreveram as cartas, os que as traduziram e por ai fora. O auditório transbordava de gente, mas acima de tudo de boas energias, de empatia, de compaixão de vontade mostrar que nada é mais importante do que a nossa humanidade partilhada.

(…)

Eu achei que estava preparado, mas não estava. Nunca estive e espero nunca estar. Ninguém devia estar preparado para isto…

Espero que a história nunca se esqueça de contar em letras bem gordas, aquilo que os nossos irmãos do Iraque estão a passar. Para que não nos esqueçamos, para que aprendamos a lição, porque no fundo, no fundo é culpa de todos nós!

(…)

É com imensa alegria que digo que nesta parte da história, não tive mérito nenhum. Iraquianos que se tornaram amigos, viram nesta projecto/livro algo que precisava de ganhar uma vida própria, e assim foi. Com os 500 livros que eu mandei imprimir no Iraque, organizaram um evento incrível, onde num estádio de futebol alguns milhares de pessoas se juntaram para responder ao mundo as “1001 Cartas para Mosul”. E assim se recolheram as respostas e nasceu o “1001 Cartas De Mosul”.

(…)

Prefácios

O que o Gustavo está a fazer com este livro, escrito por tantos, tem tudo de ‘quase nada’! Posso testemunhar a esperança que gera saber que há outros, bem lá longe, que sabem o que ‘estamos a padecer e nos acompanham’! É impressionante ver o que o interesse sincero e preocupado de desconhecidos longínquos gera em fraternidade e proximidade no coração daqueles que se experimentam sós e esquecidos, encurralados.

Irene Guia

O Dr. Gustavo merece todo o meu respeito, amizade, estima e consideração porque sei bem a renuncia que implica aceitar ir ao encontro do seu irmão em sofrimento em qualquer parte do mundo, assumindo todos os riscos e pondo o seu saber e a sua sensibilidade humana ao serviço dos outros.

Fernado Nobre

Ao contrário do que tantas vezes pensamos não são só as bombas e os tiros que matam. Em todas as guerras, o que mais mata é a distância de quem vê e nada sente, de quem sabe e nada diz, de quem podia e nada fez. A distância – que se torna ausência – mata dolorosamente, numa dor moída e prolongada. Os que vivem sob o manto tenebroso dos conflitos, em pântanos de medo e de dor, sofrem muito mais por se sentirem sozinhos e distantes do mundo.

Rui Marques

1001 cartas de mosul - as respostas

Sinopse

Depois de 3 anos da horrenda ocupação pelo Estado Islâmico, Mosul foi vítima de uma batalha sangrenta. Cerca de 2 milhões de pessoas foram usadas como escudos humanos à mercê das bombas, snipers, fome e várias doenças, no maior sequestro colectivo que há memória. Mas de Portugal, um movimento da sociedade civil, encabeçado pelo médico Gustavo Carona, organizou-se para o envio de centenas de cartas na forma do livro “1001 Cartas para Mosul”, que abriram um canal de comunicação que parecia impossível.

Este é o livro das respostas. Novamente através de cartas, são agora os iraquianos, que sofreram o inimaginável, que nos contam o que lhes vai no coração.

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Outros

1001 Cartas para Mosul

1001 Cartas de Mosul

1001 Cartas de Mosul

Todos os dias, a toda a hora, há pessoas incríveis a deixar rastos de inspiração prontos a serem seguidos. Aqui reunimos histórias do passado, presente e futuro que mergulhem bem fundo no melhor de nós. Tudo o que seja sobre o Mundo, visto com o Coração, em forma de texto, imagem, música ou vídeo, será elegível para este ajuntamento das verdadeiras notícias que tornam este planeta um lugar mágico.

(…)

Liberty Bell

Há objectos que são apenas objectos. Não têm vida, nem histórias para contar, são inertes. Mas há objectos que contam mundos, que se imortalizam como icons, que simbolizam algo maior do que a própria vida… e onde o tempo e sua história nos levam a viajar por mundos e tempos que...

Por uma vida melhor – Gérald Bloncourt

Por uma vida melhor Quando ouvimos alguém a falar assim dos nossos, comovemo-nos. Quando ouvimos alguém que vê assim os nossos, perguntamo-nos porque não os vemos também nós assim, porque não nos vemos também nós assim. Gérald Bloncourt fotografou o que fomos na década de 50, 60 numa Paris que se ofereceu...

Salvar o Mundo

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Filhas do Mundo

Esta foto é uma das nomeadas do World Press Photo 2018. Estamos a celebrar os 4 anos que 200 raparigas desapareceram de uma escola do Norte da Nigéria. Já o grupo fundamentalista Boko Haram espalhava o terror há uns anos, com vários episódios desumanos ao matar crianças de formas horrendas…queimadas...

Fernando Pessoa

«A vida é breve, a alma é vasta (…)» – Fernando Pessoa em Mensagem Em Setembro de 2004 li Mala de senhora e outras histórias, de Clara Ferreira Alves. Dos doze contos que o livro contém, marcou-me um chamado Os Dias de Durban. Nesta história, uma mulher deprimida mata-se e...

Os Pedaços de Vida de Machu Picchu

Visitar Machu Picchu é impressionante, pela beleza natural de cortar a respiração, pelo mistério de cada pedra, mas acima de tudo pelos ensinamentos históricos sobre o povo que dominou uma fatia gigante da América do Sul durante séculos, os Inkas. A chegada dos Europeus aniquilou a quase totalidade deste e...
Gosto de escrever. Gosto de pôr emoções por escrito. Gosto de partilhar os meus olhares sobre o mundo, sobre a humanidade, que serão sempre uma reflexão maturada com as experiências de vida de quem já viveu e tentou compreender o que muitos não querem ver. Quando sinto com muita força, escrevo. E tudo o que escrevo foi sentido.

(…)

Diário de Um Intensivista VIII

Quem é que nunca pensou em desistir? Nós estamos a lutar em demasiadas frentes e estamos cada vez mais sozinhos. “Nós” os profissionais de saúde, “nós” os que cumprimos as regras definidas para o bem comum, “nós” que percebemos que temos que saber perder para depois ganhar. Ganhar em humanidade,...

Diário de um Intensivista – VII

Nós não tivemos tempo de lamber as feridas. É evidente que estamos numa segunda vaga, e não estamos preparados. Não estivemos, não estamos e talvez nunca fosse possível estarmos. É um problema de saúde pública que só se controla a montante dos hospitais. É um Tsunami silencioso que passa por...

Disisti.

Desisti. Na minha 12a missão encontrei o meu limite e desisti. Foi das decisões mais dolorosas da minha vida. Fiquei destroçado, com o coração em pedaços tão pequeninos que julguei não ser possível alguma vez voltá-los a juntar todos. Senti que estava a ir contra tudo o que eu mais...

Era tão fácil deixá-lo morrer

Era tão fácil deixá-lo morrer. Era tão mais fácil. Era só mais um e ninguém está a contar. E se estiverem a contar quanto é que vale uma vida diluída em milhares de vidas perdidas por esta guerra? Estou cansado. Estou exausto na verdade. Noites mal dormidas com o calor,...

Diário de um Intensivista – VI

“Não foi assim tão mau.” É o que o vento sopra por aí. “Não morreu assim tanta gente”, ou “os hospitais até se aguentaram”. Estas frases são extremamente perigosas. O Serviço Nacional de Saúde “segurou” esta primeira vaga à custa de muito sangue, suor e lágrimas. Esta primeira vaga em...

Recomeçar

Estávamos bem a viver o filme da nossa vida, e fizeram-nos crer ou quisemos acreditar que pegávamos no comando e fazíamos um PAUSE. “São só 14 dias” dizia-se por aí, fazendo alusão ao tempo oficial de quarentena preventiva após um contacto com um caso confirmado. Mas não foram 14 dias,...